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sábado, 24 de setembro de 2011

OAB prepara mudanças no Exame de Ordem

OAB nacional instaurou uma comissão para implementar mudanças no Exame de Ordem, como, por exemplo, a inclusão de questões sobre ciências políticas e direitos humanos. A ideia é que a primeira prova de 2012 já seja renovada.

Já está prevista a inclusão de conteúdos do chamado eixo de fundamentos do Direito, que inclui também as disciplinas de filosofia e sociologia geral e jurídica, psicologia, antropologia, economia e ética geral e profissional.




De acordo com o presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Júnior, a medida é uma resposta a críticas feitas à prova. "Os coordenadores de cursos em todo o Brasil são unânimes em criticar o exame por não ser voltado a advogados que tenham uma visão crítica e que saibam situar a Advocacia dentro de uma análise mais global", afirmou.

Os seis membros da comissão formarão um banco de perguntas que servirá para orientar as alterações. "O exame está em permanente construção na busca por equilíbrio, e essas disciplinas são essenciais para formar advogados mais completos", disse Cavalcante.

O professor do Departamento de Educação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) João Virgílio Tagliavini, um dos membros da comissão, pretende trabalhar por mudanças no próprio modelo do exame. Ele foi o primeiro a avaliar o que deve ser mudado. "Em média, 85% das questões são respondidas com memorização da lei. Esse tipo de teste hoje já é inútil", disse. "Queremos uma avaliação que verifique mais a capacidade de pensamento, compreensão e espírito crítico."

O presidente Ophir Cavalcante nega a prevalência de questões de memorização, mas concorda que o atual modelo é mais voltado para questões técnicas da profissão.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pérolas do Exame de Ordem

Erros contra o idioma português, cometidos por candidatos na prova dissertativa (março deste ano) do Exame de Ordem incluem pérolas como "perca do praso", em vez de perda do prazo; "prossedimento" (procedimento); "respaudo" (respaldo) e "inlícita" (ilícita). Houve também quem escrevesse que "além do dano moral existem outros tipos como o dano imoral, o patrimonial e o extrapatrimonial".

A OAB usa tais ataques à língua portuguesa como justificativa para a manutenção da prova de habilitação para os futuros advogados, que pode ser extinta, se a manifestação de inconstitucionalidade do Exame for acolhida pelo STF. No ano passado, nove em cada dez candidatos foram reprovados.

Segundo professores que tiveram acesso a partes das provas do primeiro exame de 2011, os erros não se limitam ao mau português.

Noções elementares de direito e sobre a formação do Estado brasileiro também são desconhecidas. Um exemplo é o candidato que respondeu, na última prova do ano passado, que "o juiz do Trabalho pode legislar sobre falência se é para ajudar que os empregados da falida recebam seus créditos".

O questionamento sobre a legalidade do exame chegou ao STF por ação impetrada por um bacharel gaúcho.






Fonte: JusBrasil

sábado, 20 de agosto de 2011

Confira os locais de prova da 2ª fase do Exame da OAB

Foi divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil a relação dos locais de prova da segunda fase do Exame de Ordem. A relação está disponível no site da FGV Projetos, organizadora do exame.

O candidato aprovado na primeira fase deve inserir o CPF e a senha de cadastro para conferir o local onde deverá fazer o exame.

A prova será no dia 21 de agosto, das 14h às 19h. Nela, os candidatos terão de redigir uma peça profissional e responder quatro questões. O edital dos locais e horário da prova também foram publicados no site da FGV.

A prova da primeira fase foi realizada no dia 17 de julho e reuniu 80 questões de múltipla escolha. Estavam inscritos 121.309 candidatos.

Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Entrevista com o autor da ação contra o Exame da OAB

O jornal Zero Hora, estampou hoje em suas páginas uma entrevista exclusiva com o bacharel em Direito João Antonio Volante, 60 anos, responsável pela ação que colocará em debate na Suprema Corte Brasileira a constitucionalidade do exame da OAB , com julgamento previsto ainda para esse ano de 2011. Acompanhe o bacharel e comente se você é a favor ou contra o exame da OAB.

Zero Hora – Por que o senhor entrou com a ação contra o exame da OAB?

João Antônio Volante – O objetivo maior do Conselho Federal da OAB é fazer reserva de mercado. Eu tenho quase 60 anos, mas tem um pessoal mais jovem que fica sem perspectiva de vida. O que me levou a entrar com a ação é a ilegalidade da prova. A Constituição estabelece como princípio o direito ao trabalho.

ZH – Qual sua expectativa em relação ao julgamento?

Volante – Tenho convicção de que o resultado será favorável. Duvido que um ministro diga que essa prova é legal. O Brasil não pode ser governado por entidade de classe. Já tem político falando em criar um exame semelhante para a Medicina. Isso tem um fundo arrecadatório.

ZH – O senhor fez o exame?

Volante – Fiz uma vez e fui aprovado na primeira fase. Me neguei a fazer a segunda porque percebi que era só pegadinha. A prova é feita para induzir a erro, não é séria. Fiz em 2006 e, depois disso, não faço mais. Agora, o meu caminho é a Justiça.




Fonte: Jornal Zero Hora